Pular para o conteúdo
Karina Frizzi Psicóloga · ABA

InícioBibliotecaGlossário

Biblioteca · Consulta

Glossário de Análise do Comportamento Aplicada

141 termos em 12 áreas, do princípio do reforçamento à certificação CABA-BR. Cada definição traz o equivalente em inglês e a fonte — para usar na supervisão, no treino da equipe e na conversa com a família.

141 termos

A

Acreditação ABPMC

ABPMC accreditation

Serviços e regulação

Reconhecimento concedido pela Associação Brasileira de Ciências do Comportamento a partir de critérios de formação e prática. Os critérios específicos para prestadores de serviços em ABA ao TEA e ao desenvolvimento atípico foram atualizados em maio de 2025. (ABPMC, 2025b)

Ver também: CABA-BR

Acurácia

Accuracy

Medida e dados

Grau em que o valor registrado corresponde ao valor verdadeiro do evento. Uma medida pode ser fidedigna e ainda assim imprecisa. (Cooper et al., 2020)

Amostragem momentânea de tempo MTS

Momentary time sampling

Medida e dados

Registra se o comportamento está ocorrendo no instante final de cada intervalo. Permite acompanhar vários comportamentos ou pessoas ao mesmo tempo. (Cooper et al., 2020)

Análise de sistemas comportamentais BSA

Behavioral systems analysis

Gestão e organização

Abordagem que examina a organização como um sistema — entradas, processos, saídas, receptores, feedback e ambiente — para localizar onde, antes da ponta, o desempenho está sendo determinado. (Diener et al., 2009)

Ver também: Gestão do Comportamento Organizacional

Análise de tarefa

Task analysis

Procedimentos de ensino

Divisão de uma habilidade complexa em passos menores, observáveis e ensináveis, em sequência. (Cooper et al., 2020)

Ver também: Encadeamento

Análise do Comportamento Aplicada ABA

Applied Behavior Analysis

Fundamentos

Ciência que aplica princípios derivados da análise do comportamento para produzir mudanças socialmente significativas, usando experimentação para demonstrar quais variáveis são responsáveis pela mudança. Não é um método único: é um campo definido por sete dimensões. (Baer et al., 1968; Cooper et al., 2020)

Ver também: Dimensões da ABA, Validade social

Análise Experimental do Comportamento AEC

Experimental analysis of behavior

Fundamentos

Ramo da análise do comportamento dedicado à pesquisa básica sobre processos comportamentais, de onde vêm os princípios usados nas aplicações. (Skinner, 1938)

Análise funcional

Functional analysis

Comportamento-problema

Manipulação experimental de antecedentes e consequências, em condições de teste e de controle, para demonstrar a função de um comportamento. (Iwata et al., 1994; Hanley et al., 2003)

Ver também: IISCA

Aplicadora ou aplicador

Behavior technician

Serviços e regulação

Profissional que implementa a intervenção sob supervisão. Para estudantes, os parâmetros citados pelo CFP pedem matrícula ativa em curso de saúde ou educação, contrato de estágio e ao menos 40 horas de formação específica. (CFP, 2025)

Ver também: Supervisora ou supervisor, Integridade de implementação

Aprendizagem sem erro

Errorless learning

Procedimentos de ensino

Arranjo do ensino com dicas imediatas e retirada cuidadosa, para reduzir erros durante a aquisição e a frustração associada a eles. (Cooper et al., 2020)

Atraso de dica

Prompt delay

Procedimentos de ensino

Inserção de um intervalo, fixo ou crescente, entre a instrução e a dica, dando oportunidade para a resposta independente antes da ajuda. (Cooper et al., 2020)

Autocuidado profissional

Professional self-care

Gestão e organização

Práticas que sustentam a saúde e o bem-estar de quem atende, tratadas como parte da qualidade do serviço — não como assunto privado de cada um. (Fiebig et al., 2020; Slowiak & DeLongchamp, 2022)

Avaliação de preferência

Preference assessment

Procedimentos de ensino

Procedimentos sistemáticos — escolha livre, pares de estímulos, múltiplos estímulos — para identificar itens e atividades com maior chance de funcionar como reforçadores, respeitando as escolhas da pessoa. (Cooper et al., 2020)

Ver também: Reforçador

Avaliação funcional

Functional behavior assessment

Comportamento-problema

Conjunto de métodos — entrevistas, observação descritiva e análise funcional — para identificar as variáveis que mantêm um comportamento e orientar a intervenção. (Hanley, 2012)

Ver também: Análise funcional, Registro ABC

B

Barreiras na supervisão

Barriers to supervision

Supervisão e formação

Problemas recorrentes — de organização, de habilidade, de relação ou de valores — que atrapalham a supervisão e podem ser detectados e tratados de forma sistemática, em vez de atribuídos à personalidade. (Sellers et al., 2016b)

BCBA

Board Certified Behavior Analyst

Serviços e regulação

Certificação do Behavior Analyst Certification Board (BACB), dos Estados Unidos. Desde 1º de janeiro de 2023, novas certificações BCBA, BCaBA e RBT só são aceitas de residentes em países autorizados — o Brasil não está entre eles. Quem já era certificado pode manter a credencial. (BACB, 2019)

Ver também: CABA-BR, Currículo de treinamento de supervisores

Behaviorismo radical

Radical behaviorism

Fundamentos

Filosofia da ciência do comportamento formulada por B. F. Skinner. Trata pensamentos e sentimentos como comportamento, sujeitos às mesmas leis do comportamento observável, em vez de causas internas separadas dele. (Skinner, 1953)

C

CABA-BR

Brazilian certification for ABA service providers

Serviços e regulação

Certificação brasileira de prestadores de serviço de intervenções baseadas em ABA para TEA e desenvolvimento atípico, construída a partir de trabalho da ABPMC e gerida pelo Grupo IBES, em três níveis: Analista do Comportamento Supervisor, Analista do Comportamento Coordenador e Aplicador. (ABPMC, 2025a)

Ver também: Acreditação ABPMC, BCBA

Capacitismo

Ableism

Ética e cuidado

Lógica cultural e estrutural que subestima a autonomia e o valor das pessoas com deficiência, promovendo exclusão e discriminação. (CFP, 2025)

Ver também: Neuroafirmação

Carga de casos

Caseload

Gestão e organização

Número de casos sob responsabilidade de uma supervisora ou um supervisor. Depende de intensidade, complexidade, experiência da equipe e suporte disponível; o CFP apresenta estimativas ilustrativas, não regras fixas. (CFP, 2025; CASP, 2024)

Ver também: Modelo em camadas

Ciptea

Autism identification card

Serviços e regulação

Carteira de Identificação da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista, criada pela Lei 13.977/2020 para facilitar atenção integral, pronto atendimento e prioridade no acesso a serviços. (Brasil, 2020)

Clarificação da tarefa

Task clarification

Gestão e organização

Tornar explícito o que deve ser feito, quando, como e com que critério — por escrito, com checklists ou ajudas de trabalho no local de execução. (Carr et al., 2013)

Ver também: Delegação, Diagnóstico de desempenho

Classe de respostas

Response class

Princípios

Conjunto de respostas que podem ter formas diferentes, mas produzem o mesmo efeito no ambiente. É a unidade que costuma ser ensinada ou reduzida — não a forma isolada. (Cooper et al., 2020)

Ver também: Função do comportamento

Código de Ética para Analistas do Comportamento

Ethics Code for Behavior Analysts

Ética e cuidado

Código do BACB em vigor desde 1º de janeiro de 2022, com quatro princípios centrais: beneficiar os outros; tratar os outros com compaixão, dignidade e respeito; agir com integridade; garantir a própria competência. (BACB, 2020)

Comportamento

Behavior

Princípios

O que um organismo faz na interação com o ambiente. Em ABA é descrito em termos observáveis e mensuráveis, para que duas pessoas possam registrá-lo do mesmo jeito. (Cooper et al., 2020)

Ver também: Definição operacional

Comportamento verbal

Verbal behavior

Comportamento verbal

Comportamento reforçado pela mediação de outra pessoa, o ouvinte. A análise de Skinner o organiza por função em operantes como mando, tato, ecoico e intraverbal — e não pela forma das palavras. (Skinner, 1957)

Ver também: Mando, Tato, Intraverbal

Comportamento-problema

Problem behavior

Comportamento-problema

Comportamento que coloca em risco a pessoa ou outros, ou restringe seu acesso à aprendizagem e à participação social. O termo descreve uma relação com o ambiente — não uma característica da pessoa. (Hanley, 2012; CFP, 2025)

Ver também: Função do comportamento, Alternativa menos restritiva

Consentimento informado

Informed consent

Ética e cuidado

Autorização livre e esclarecida de quem tem capacidade legal — a própria pessoa ou seus responsáveis — depois de compreender objetivos, procedimentos, riscos e alternativas. (BACB, 2020; CFP, 2005)

Ver também: Assentimento

Contagem

Count

Medida e dados

Número de ocorrências de uma resposta num período de observação. Só é comparável entre sessões de mesma duração. (Cooper et al., 2020)

Ver também: Taxa

Contingência de três termos

Three-term contingency

Princípios

Relação entre antecedente, resposta e consequência (A-B-C). É a unidade básica de análise do comportamento operante. (Cooper et al., 2020; Moreira & Medeiros, 2019)

Na prática Diante do pedido “guarda o brinquedo” (antecedente), a criança guarda (resposta) e recebe atenção entusiasmada (consequência).

Ver também: Estímulo discriminativo, Reforçamento positivo

Controle de estímulos

Stimulus control

Princípios

Relação em que a probabilidade de uma resposta muda conforme a presença ou ausência de um estímulo antecedente. Grande parte do ensino consiste em transferir o controle de dicas para estímulos naturais. (Cooper et al., 2020)

Ver também: Transferência de controle de estímulos

Coordenadora ou coordenador

Lead behavior technician · coordinator

Serviços e regulação

Agente intermediário da equipe, que apoia a supervisão na implementação e no acompanhamento. Para profissionais da Psicologia, os parâmetros citados pelo CFP pedem registro ativo no CRP e 120 horas de formação específica. (CFP, 2025)

Ver também: Supervisora ou supervisor

Critério de domínio

Mastery criterion

Planejamento

Nível de desempenho definido antes do ensino para considerar a habilidade adquirida — por exemplo, porcentagem de acertos independentes em sessões consecutivas, com mais de uma pessoa. (Cooper et al., 2020)

Ver também: Plano de Intervenção Comportamental

Cuidado compassivo

Compassionate care

Ética e cuidado

Prática que inclui escuta, empatia e colaboração com a pessoa e a família como parte da intervenção, com efeito sobre adesão e resultados. (Taylor et al., 2019)

Ver também: Assentimento, Validade social

Cuidado informado pelo trauma

Trauma-informed care

Ética e cuidado

Aplicação que considera a possibilidade de histórias de trauma, prioriza segurança, escolha e controle compartilhado e evita procedimentos que possam retraumatizar. (Rajaraman et al., 2022)

Currículo de treinamento de supervisores

Supervisor Training Curriculum Outline

Supervisão e formação

Documento do BACB que orienta o treinamento obrigatório de 8 horas para quem supervisiona experiência prática ou certificados que exigem supervisão contínua. (BACB, 2018)

Ver também: BCBA

D

Definição operacional

Operational definition

Medida e dados

Descrição do comportamento em termos observáveis e mensuráveis, com exemplos e contraexemplos, clara o bastante para que duas pessoas o registrem do mesmo jeito. (Cooper et al., 2020)

Ver também: Concordância entre observadores

Delegação

Delegation

Gestão e organização

Transferência de uma responsabilidade junto com o resultado esperado, os critérios para decidir, os limites de autonomia e o caminho para pedir ajuda. Sem esses quatro elementos, o que se transfere é só a tarefa. (Carr et al., 2013)

Ver também: Clarificação da tarefa

Delineamento A-B

A-B design

Delineamentos e análise

Linha de base seguida de intervenção, sem replicação. É útil para monitorar casos na clínica, mas não demonstra sozinho uma relação funcional. (Kazdin, 2011)

Delineamento de critério móvel

Changing criterion design

Delineamentos e análise

O critério de desempenho muda em etapas; o controle experimental é demonstrado quando o comportamento acompanha cada novo critério. (Cooper et al., 2020)

Delineamento de linha de base múltipla

Multiple baseline design

Delineamentos e análise

A intervenção é introduzida em momentos escalonados entre comportamentos, contextos ou pessoas. O controle aparece quando cada camada muda só depois de receber a intervenção. (Cooper et al., 2020; Kazdin, 2011)

Ver também: Linha de mudança de fase

Delineamento de reversão

Reversal (A-B-A-B) design

Delineamentos e análise

Alterna linha de base e intervenção; a replicação do efeito a cada troca demonstra controle experimental. Não é adequado quando retirar a intervenção seria antiético ou o comportamento não reverte. (Cooper et al., 2020; Kazdin, 2011)

Delineamento de sujeito único

Single-case design

Delineamentos e análise

Família de delineamentos em que cada participante é comparado consigo mesmo, com medidas repetidas ao longo de condições. É a base experimental da ABA e reconhecida para identificar práticas baseadas em evidências. (Kazdin, 2011; Horner et al., 2005)

Ver também: Relação funcional

Delineamento de tratamentos alternados

Alternating treatments design

Delineamentos e análise

Duas ou mais condições alternadas rapidamente, em ordem contrabalançada, para comparar seus efeitos no mesmo participante. (Cooper et al., 2020; Ledford & Gast, 2018)

Deriva do observador

Observer drift

Medida e dados

Mudança não intencional, ao longo do tempo, no modo como o observador aplica a definição operacional. Checagens de IOA e retreinos periódicos a controlam. (Cooper et al., 2020)

Ver também: Concordância entre observadores

Diagnóstico de desempenho

Performance diagnostics

Gestão e organização

Avaliação das variáveis responsáveis por um problema de desempenho antes de escolher a solução: clareza da tarefa e antecedentes, recursos e processos, conhecimento e habilidade, consequências. (Austin, 2000; Carr et al., 2013)

Ver também: PDC-HS, Clarificação da tarefa

Dica

Prompt

Procedimentos de ensino

Estímulo suplementar acrescentado para aumentar a chance de resposta correta — gestual, verbal, visual, modelo ou física. Toda dica planejada precisa de um plano de retirada. (Cooper et al., 2020)

Ver também: Hierarquia de dicas, Esvanecimento

Dimensões da ABA

Dimensions of applied behavior analysis

Fundamentos

Os sete critérios propostos por Baer, Wolf e Risley para reconhecer um trabalho como ABA: aplicado, comportamental, analítico, tecnológico, conceitualmente sistemático, efetivo e com generalidade. (Baer et al., 1968; Baer et al., 1987)

Ver também: Análise do Comportamento Aplicada

Duração

Duration

Medida e dados

Tempo em que o comportamento ocorre, do início ao fim de cada ocorrência, somado no período. (Cooper et al., 2020)

E

Ecoico

Echoic

Comportamento verbal

Operante verbal que repete um estímulo vocal com correspondência ponto a ponto e semelhança formal. (Skinner, 1957)

Economia de fichas

Token economy

Procedimentos de ensino

Sistema em que fichas são entregues contingentes a comportamentos combinados e depois trocadas por reforçadores de apoio escolhidos pela pessoa. (Cooper et al., 2020)

Ver também: Reforçador generalizado

Encadeamento

Chaining

Procedimentos de ensino

Ensino dos passos de uma análise de tarefa como uma cadeia de respostas: para frente, para trás ou com apresentação total da tarefa a cada tentativa. (Cooper et al., 2020)

Ver também: Análise de tarefa

Ensino com múltiplos exemplares

Multiple exemplar training

Procedimentos de ensino

Uso de materiais, pessoas, instruções e contextos variados durante o ensino, para favorecer a generalização. (Stokes & Baer, 1977)

Ver também: Generalização

Ensino naturalístico

Naturalistic teaching

Procedimentos de ensino

Ensino em rotinas e brincadeiras do dia a dia, a partir do interesse e da iniciativa da pessoa. O ensino incidental é uma de suas formas. (CFP, 2025)

Ver também: Ensino por tentativas discretas, Generalização

Ensino por tentativas discretas DTT

Discrete trial teaching

Procedimentos de ensino

Formato estruturado de ensino em tentativas curtas e bem delimitadas: instrução, resposta, consequência e intervalo. É um formato entre vários, não sinônimo de ABA. (Cooper et al., 2020; Sarokoff & Sturmey, 2004)

Ver também: Ensino naturalístico

Esquema de reforçamento

Schedule of reinforcement

Princípios

Regra que define quais respostas serão reforçadas. No reforçamento contínuo toda resposta é reforçada, o que favorece a aquisição; no intermitente, só algumas, o que torna o comportamento mais resistente à extinção e favorece a manutenção. (Cooper et al., 2020)

Ver também: Manutenção

F

Feedback de desempenho

Performance feedback

Supervisão e formação

Informação sobre o desempenho que permite ajustá-lo. Tende a funcionar melhor quando é específico, frequente, próximo do desempenho e combinado a metas ou reconhecimento. (Alvero et al., 2001)

Ver também: Gestão do desempenho

Fidedignidade

Reliability

Medida e dados

Consistência da medida: o mesmo sistema de registro, aplicado repetidas vezes ao mesmo evento, produz os mesmos valores. (Cooper et al., 2020)

Ver também: Acurácia, Validade da medida

G

Gravação de sessões

Session recording

Ética e cuidado

Segundo o CFP, só deve ocorrer com consentimento prévio, livre e informado, com justificativa ligada à finalidade do trabalho terapêutico e garantia de sigilo das informações. (CFP, 2025)

H

Hierarquia de dicas

Prompt hierarchy

Procedimentos de ensino

Sequência de dicas organizadas por grau de intrusividade, usada do mais para o menos intrusivo (favorece acerto na aquisição) ou do menos para o mais (favorece independência). (Cooper et al., 2020)

Ver também: Dica, Aprendizagem sem erro

I

IISCA

Interview-informed synthesized contingency analysis

Comportamento-problema

Formato de análise funcional em que as contingências apontadas em entrevista são testadas juntas, comparadas a uma condição de controle, e que leva a tratamentos também sintetizados. (Hanley et al., 2014)

Ver também: Análise funcional

Intensidade

Treatment intensity

Planejamento

Carga horária semanal da intervenção. Deve resultar de avaliação individualizada; o CFP considera inadequado estipular um número fixo de horas sem justificativa técnica. (CFP, 2025; Linstead et al., 2017)

Ver também: Intervenção abrangente

Intervenção abrangente

Comprehensive intervention

Planejamento

Intervenção que trabalha simultaneamente várias áreas do desenvolvimento e, por isso, tende a exigir maior intensidade semanal. A intervenção focada concentra-se em poucos objetivos. (CASP, 2024; CFP, 2025; ABPMC, 2025a)

Ver também: Intensidade, EIBI

Intervenção baseada em antecedentes

Antecedent-based intervention

Comportamento-problema

Mudanças no ambiente antes que o comportamento aconteça — previsibilidade da rotina, escolhas, ajuste de demandas, apoios visuais — para reduzir a motivação para o comportamento-problema. (Cooper et al., 2020; Steinbrenner et al., 2020)

Intervenções comportamentais desenvolvimentais naturalísticas NDBI

Naturalistic Developmental Behavioral Interventions

Procedimentos de ensino

Família de intervenções para crianças autistas que junta a Análise do Comportamento Aplicada e a ciência do desenvolvimento: o ensino acontece em contextos naturais, como rotinas e brincadeiras, com controle compartilhado entre criança e adulto, consequências ligadas à própria atividade e alvos escolhidos pelo momento do desenvolvimento. O PRT é um exemplo. (Schreibman et al., 2015)

Ver também: Pivotal Response Treatment, Ensino naturalístico, Intervenção implementada por cuidadores

Intraverbal

Intraverbal

Comportamento verbal

Operante verbal sob controle de outro estímulo verbal, sem correspondência ponto a ponto. Responder perguntas, completar frases e conversar envolvem intraverbais. (Skinner, 1957)

L

Latência

Latency

Medida e dados

Tempo entre um estímulo, como uma instrução, e o início da resposta. (Cooper et al., 2020)

Linha de base

Baseline

Delineamentos e análise

Condição sem a intervenção, que descreve o comportamento antes da mudança e serve de comparação. Precisa ser estável o bastante para prever o que aconteceria se nada mudasse. (Cooper et al., 2020; Kazdin, 2011)

Linha de mudança de fase

Phase change line

Delineamentos e análise

Linha vertical, geralmente tracejada, que marca a mudança de condição no gráfico. Os pontos de dados não são ligados através dela. (Cooper et al., 2020)

Ver também: Gráfico de linha

M

Mando

Mand

Comportamento verbal

Operante verbal sob controle de uma operação motivadora e reforçado por uma consequência específica. Na prática, pedir. (Skinner, 1957)

Na prática Dizer, apontar ou entregar a figura de “água” quando está com sede e receber água.

Ver também: Operação motivadora

Mentoria

Mentoring

Supervisão e formação

Relação de desenvolvimento profissional orientada à carreira — decisões, trajetória, repertórios de liderança. Complementa a supervisão clínica, mas não a substitui. (LeBlanc et al., 2020)

Ver também: Relação de supervisão

Modelo de engenharia do comportamento BEM

Behavior Engineering Model

Gestão e organização

Modelo de Thomas Gilbert que organiza as causas do desempenho em fatores do ambiente — informação, recursos, incentivos — e da pessoa — conhecimento, capacidade, motivação — e propõe começar pelo ambiente. (Gilbert, 1978)

Modelo em camadas

Tiered service delivery model

Gestão e organização

Organização da equipe em uma camada (a supervisão conduz tudo), duas (supervisão e aplicação) ou três (supervisão, coordenação e aplicação), conforme volume e complexidade dos casos. (CASP, 2024; CFP, 2025)

Ver também: Carga de casos, Supervisora ou supervisor

N

Neuroafirmação

Neuro-affirming practice

Ética e cuidado

Postura que reconhece a diversidade neurológica como variação humana legítima, respeita identidade e preferências e apoia habilidades que importam para a própria pessoa, sem buscar apagar características que não lhe causam prejuízo. (CFP, 2025; ABPMC, 2025a)

Ver também: Capacitismo

Níveis de suporte

Levels of support

Serviços e regulação

Especificadores do DSM-5-TR (níveis 1, 2 e 3) que descrevem a necessidade de suporte em comunicação social e em comportamentos restritos e repetitivos. Orientam, mas não definem sozinhos, escopo e intensidade da intervenção. (APA, 2022; CFP, 2025)

Ver também: Transtorno do espectro autista, Intensidade

Nível, tendência e variabilidade

Level, trend and variability

Delineamentos e análise

Três propriedades dos dados de uma fase: o valor em torno do qual se concentram (nível), sua direção e inclinação (tendência) e a dispersão em torno delas (variabilidade). (Ledford & Gast, 2018)

O

Operação motivadora OM

Motivating operation

Princípios

Evento que altera momentaneamente o valor reforçador de um estímulo e a frequência dos comportamentos que já foram reforçados por ele. A operação estabelecedora aumenta esse valor; a abolidora diminui. (Laraway et al., 2003; Michael, 1982)

Na prática Depois de muito tempo sem acesso ao tablet, o tablet vale mais — e pedidos por ele aparecem mais.

Ver também: Mando, Estímulo discriminativo

P

Pareamento

Pairing

Procedimentos de ensino

Na prática clínica, associar a presença do terapeuta e do ambiente de ensino a atividades e itens preferidos antes de apresentar exigências, para construir vínculo e disposição para aprender. (Cooper et al., 2020)

Ver também: Reforçador condicionado, Cuidado compassivo

PDC-HS

Performance Diagnostic Checklist–Human Services

Gestão e organização

Instrumento para diagnosticar problemas de desempenho de profissionais em serviços humanos, em quatro domínios: treinamento; clarificação da tarefa e dicas; recursos, materiais e processos; consequências, esforço e competição. (Carr et al., 2013; Ditzian et al., 2015)

Ver também: Diagnóstico de desempenho

Pivotal Response Treatment PRT

Pivotal Response Treatment

Procedimentos de ensino

Abordagem naturalística derivada da ABA, desenvolvida por Robert e Lynn Koegel, que ensina dentro de rotinas e brincadeiras a partir da motivação da criança e prioriza áreas “pivotais” — como motivação e iniciativa — cuja mudança tende a se espalhar para muitas outras habilidades. Famílias têm papel central na aplicação. (Koegel & Koegel, 2006)

Ver também: Ensino naturalístico, Intervenção implementada por cuidadores

Plano de Intervenção Comportamental PIC

Behavior intervention plan

Planejamento

Documento que traduz a avaliação em objetivos, procedimentos, formas de medida, critérios de domínio e responsáveis. É elaborado e revisado pela supervisão, com participação da família. (CFP, 2025; ABPMC, 2025a)

Ver também: Critério de domínio, Supervisão de caso

Política Nacional de Proteção dos Direitos da Pessoa com TEA

Brazilian autism rights policy

Serviços e regulação

Instituída pela Lei 12.764/2012, que também reconhece a pessoa com TEA como pessoa com deficiência para todos os efeitos legais. Em 2025 passou a incluir o incentivo ao diagnóstico em adultos e idosos. (Brasil, 2012; Brasil, 2025)

Porcentagem de acertos

Percentage correct

Medida e dados

Proporção de respostas corretas em relação às oportunidades. Muito usada no ensino por tentativas, mas não informa taxa nem fluência — e esconde o número de oportunidades se não for relatado. (Cooper et al., 2020)

Prática baseada em evidências

Evidence-based practice

Delineamentos e análise

Integração da melhor evidência disponível com a expertise clínica e com os valores, preferências e contexto de quem recebe o serviço. (Steinbrenner et al., 2020; CFP, 2025)

Produto permanente

Permanent product

Medida e dados

Medida dos efeitos duradouros do comportamento — tarefas concluídas, itens montados, registros preenchidos — sem necessidade de observação direta. (Cooper et al., 2020)

Punição negativa

Negative punishment

Princípios

Remoção de um estímulo depois de uma resposta, que diminui sua probabilidade futura. Custo de resposta e time-out são exemplos. (Cooper et al., 2020)

Ver também: Punição positiva

Punição positiva

Positive punishment

Princípios

Apresentação de um estímulo depois de uma resposta, que diminui sua probabilidade futura. Procedimentos baseados em punição exigem avaliação ética rigorosa e só se justificam depois de alternativas menos restritivas. (Cooper et al., 2020; BACB, 2020)

Ver também: Punição negativa, Alternativa menos restritiva

R

Reatividade

Reactivity

Medida e dados

Mudança no comportamento provocada pelo próprio fato de ser observado. (Cooper et al., 2020)

Recuperação espontânea

Spontaneous recovery

Princípios

Reaparecimento temporário de uma resposta já extinta, mesmo sem reforçamento, depois de um intervalo. (Cooper et al., 2020)

Ver também: Extinção

Reforçador

Reinforcer

Princípios

Estímulo cuja apresentação ou remoção, contingente a uma resposta, aumenta sua probabilidade futura. É definido pela função que exerce, não pela aparência — o que reforça uma pessoa pode não reforçar outra. (Cooper et al., 2020)

Ver também: Avaliação de preferência, Operação motivadora

Reforçador condicionado

Conditioned reinforcer

Princípios

Estímulo que adquiriu função reforçadora por ter sido pareado a outros reforçadores, como elogio, fichas ou dinheiro. O reforçador incondicionado dispensa essa história, como alimento ou alívio de dor. (Cooper et al., 2020)

Ver também: Reforçador generalizado

Reforçador generalizado

Generalized conditioned reinforcer

Princípios

Reforçador condicionado associado a muitos outros reforçadores e, por isso, pouco dependente de uma motivação específica. (Cooper et al., 2020)

Na prática Fichas que podem ser trocadas por várias atividades preferidas.

Ver também: Economia de fichas

Reforçamento diferencial

Differential reinforcement

Procedimentos de ensino

Reforçar respostas que atendem a um critério e não reforçar as que não atendem. Está na base da modelagem, da discriminação e de muitos tratamentos de comportamento-problema. (Cooper et al., 2020)

Reforçamento não contingente NCR

Noncontingent reinforcement

Comportamento-problema

Entrega do reforçador que mantém um comportamento-problema por esquema de tempo, independente da resposta, diminuindo a motivação para emiti-lo. (Cooper et al., 2020)

Reforçamento negativo

Negative reinforcement

Princípios

Remoção, adiamento ou redução de um estímulo depois de uma resposta, que aumenta sua probabilidade futura. Não é sinônimo de punição. (Cooper et al., 2020)

Na prática Pedir pausa e ter uma tarefa difícil retirada por alguns minutos fortalece o pedido de pausa.

Ver também: Fuga e esquiva

Reforçamento positivo

Positive reinforcement

Princípios

Apresentação de um estímulo depois de uma resposta, que aumenta a probabilidade futura de respostas da mesma classe. “Positivo” indica adição, não que o estímulo seja agradável. (Cooper et al., 2020)

Ver também: Reforçador, Reforçamento negativo

Registro ABC

ABC recording

Comportamento-problema

Registro descritivo de antecedentes, comportamento e consequências no ambiente natural. Ajuda a levantar hipóteses, mas não demonstra a função sozinho. (Cooper et al., 2020)

Ver também: Avaliação funcional

Registro por intervalo total

Whole-interval recording

Medida e dados

Marca o intervalo apenas se o comportamento ocorreu durante todo ele. Tende a subestimar a ocorrência real. (Cooper et al., 2020)

Relação de supervisão

Supervisory relationship

Supervisão e formação

Vínculo profissional entre quem supervisiona e quem é supervisionado, com expectativas claras, segurança para errar e perguntar e compromisso com o desenvolvimento. É variável de resultado, não detalhe. (LeBlanc et al., 2020; Sellers et al., 2016b)

Ver também: Barreiras na supervisão, Mentoria

Relação funcional

Functional relation

Delineamentos e análise

Demonstração de que mudanças numa variável dependente são produzidas, de forma confiável e replicada, pela manipulação da variável independente. (Cooper et al., 2020)

Rol da ANS

ANS list of mandatory procedures

Serviços e regulação

Lista de procedimentos de cobertura obrigatória pelos planos de saúde. Para TEA, a ANS garantiu sessões ilimitadas (RN 469/2021) e a cobertura do método indicado pelo médico assistente (RN 539/2022); a cobertura fora do Rol segue os cinco critérios fixados pelo STF em 2025. (ANS, 2021; ANS, 2022; Brasil, 2022; STF, 2025)

Rotatividade

Turnover

Gestão e organização

Saída de profissionais da equipe. Entre técnicos que atendem pessoas autistas, a intenção de sair aparece associada a satisfação com supervisão, treinamento e condições de trabalho. (Kazemi et al., 2015)

Ver também: Esgotamento profissional

S

Sequência de alta probabilidade

High-probability request sequence

Procedimentos de ensino

Série rápida de pedidos que a pessoa costuma atender, seguida de um pedido de baixa probabilidade, aumentando a chance de resposta a ele. Também chamada de momentum comportamental. (Cooper et al., 2020)

Supervisão em grupo

Group supervision

Supervisão e formação

Formato com vários supervisionandos, que acrescenta aprendizagem entre pares, contato com casos diversos e treino de habilidades de apresentação, argumentação e feedback. (Valentino et al., 2016)

Supervisão técnica

Professional development supervision

Supervisão e formação

Supervisão voltada a desenvolver as habilidades do profissional para os casos atuais e futuros: acompanhar a prática, aperfeiçoar competências, ampliar repertórios interpessoais e apoiar diante de dificuldades. (ABPMC, 2025a; Sellers et al., 2016a)

Ver também: Supervisão de caso, Relação de supervisão

Supervisora ou supervisor

Supervising behavior analyst

Serviços e regulação

Agente indispensável em toda intervenção baseada em ABA, responsável pelas decisões clínicas. Para profissionais da Psicologia, os parâmetros citados pelo CFP pedem registro ativo no CRP e formação lato sensu (supervisor de entrada) ou stricto sensu (pleno) em ABA ao TEA. (CFP, 2025)

Ver também: Coordenadora ou coordenador, Aplicadora ou aplicador, Modelo em camadas

Surto de extinção

Extinction burst

Princípios

Aumento temporário na frequência, intensidade ou variabilidade de uma resposta logo depois que o reforçamento é suspenso. Precisa ser previsto no plano e combinado com a família e a equipe. (Cooper et al., 2020)

Ver também: Extinção

T

Tato

Tact

Comportamento verbal

Operante verbal sob controle de um estímulo não verbal, mantido por reforçamento social generalizado. Na prática, nomear e comentar. (Skinner, 1957)

Taxa

Rate

Medida e dados

Contagem dividida pelo tempo de observação — por exemplo, respostas por minuto. Permite comparar sessões de durações diferentes. (Cooper et al., 2020)

Tempo entre respostas IRT

Interresponse time

Medida e dados

Tempo decorrido entre duas ocorrências consecutivas de uma resposta. (Cooper et al., 2020)

Tentativas até o critério

Trials to criterion

Medida e dados

Número de tentativas ou sessões necessárias para atingir o critério de domínio. Útil para comparar a eficiência de procedimentos de ensino. (Cooper et al., 2020)

Ver também: Critério de domínio

Transferência de controle de estímulos

Transfer of stimulus control

Procedimentos de ensino

Passagem do controle da resposta de uma dica para o estímulo que deve controlá-la no dia a dia. (Cooper et al., 2020)

Ver também: Controle de estímulos, Esvanecimento

Transtorno do espectro autista TEA

Autism spectrum disorder

Serviços e regulação

Condição do neurodesenvolvimento caracterizada por diferenças persistentes na comunicação e na interação social e por padrões restritos e repetitivos de comportamento, interesses ou atividades, com necessidades de suporte muito variadas. Código 6A02 na CID-11. (APA, 2022; WHO, 2019)

Ver também: Níveis de suporte

V

Validade da medida

Measurement validity

Medida e dados

Grau em que a medida capta diretamente o comportamento socialmente relevante que se pretende mudar, na dimensão que importa. (Cooper et al., 2020)

Validade social

Social validity

Ética e cuidado

Avaliação, pelas pessoas envolvidas, da importância dos objetivos, da aceitabilidade dos procedimentos e do significado dos resultados na vida real. Critério da ABA desde 1978 e destacado nas notas técnicas brasileiras de 2025. (Wolf, 1978; CFP, 2025)

Ver também: Assentimento, Análise do Comportamento Aplicada

Fontes das definições

  1. Agência Nacional de Saúde Suplementar. (2021). Resolução Normativa nº 469, de 9 de julho de 2021.
  2. Agência Nacional de Saúde Suplementar. (2022). Resolução Normativa nº 539, de 23 de junho de 2022.
  3. Alvero, A. M., Bucklin, B. R., & Austin, J. (2001). An objective review of the effectiveness and essential characteristics of performance feedback in organizational settings (1985–1998). Journal of Organizational Behavior Management, 21(1), 3–29. https://doi.org/10.1300/J075v21n01_02
  4. American Psychiatric Association. (2022). Diagnostic and statistical manual of mental disorders (5th ed., text rev.) [DSM-5-TR].
  5. Associação Brasileira de Ciências do Comportamento. (2025a). Intervenções baseadas em Análise do Comportamento Aplicada (ABA) para o Transtorno do Espectro do Autismo (TEA) [Nota técnica nº 1/2025]. https://cdn.abpmc.org.br/uploads/2025/08/NT-TEA-ABA-ABPMC.pdf
  6. Associação Brasileira de Ciências do Comportamento. (2025b). Critérios para acreditação específica de prestadores de serviços em análise do comportamento aplicada (ABA) ao TEA/desenvolvimento atípico [Atualização de 13 de maio de 2025].
  7. Austin, J. (2000). Performance analysis and performance diagnostics. In J. Austin & J. E. Carr (Eds.), Handbook of applied behavior analysis (pp. 321–349). Context Press.
  8. Baer, D. M., Wolf, M. M., & Risley, T. R. (1968). Some current dimensions of applied behavior analysis. Journal of Applied Behavior Analysis, 1(1), 91–97. https://doi.org/10.1901/jaba.1968.1-91
  9. Baer, D. M., Wolf, M. M., & Risley, T. R. (1987). Some still-current dimensions of applied behavior analysis. Journal of Applied Behavior Analysis, 20(4), 313–327. https://doi.org/10.1901/jaba.1987.20-313
  10. Behavior Analyst Certification Board. (2018). Supervisor training curriculum outline (2.0). https://www.bacb.com/wp-content/uploads/2020/05/Supervision_Training_Curriculum_190813.pdf
  11. Behavior Analyst Certification Board. (2019). Recent changes to the BACB's international focus [Atualizado em fevereiro de 2023]. https://www.bacb.com/recent-changes-to-international-focus/
  12. Behavior Analyst Certification Board. (2020). Ethics code for behavior analysts [Em vigor desde 1º de janeiro de 2022]. https://www.bacb.com/ethics-information/
  13. Brasil. (2012). Lei nº 12.764, de 27 de dezembro de 2012 [Institui a Política Nacional de Proteção dos Direitos da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista]. https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2011-2014/2012/lei/l12764.htm
  14. Brasil. (2020). Lei nº 13.977, de 8 de janeiro de 2020 [Cria a Carteira de Identificação da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista (Ciptea)]. https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2019-2022/2020/lei/l13977.htm
  15. Brasil. (2022). Lei nº 14.454, de 21 de setembro de 2022 [Critérios para cobertura de tratamentos fora do Rol da ANS]. https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2019-2022/2022/lei/l14454.htm
  16. Brasil. (2025). Lei nº 15.256, de 13 de novembro de 2025 [Inclui o incentivo ao diagnóstico do TEA em adultos e idosos na Lei 12.764/2012]. https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2023-2026/2025/lei/l15256.htm
  17. Breaux, C. A., & Smith, K. (2023). Assent in applied behaviour analysis and positive behaviour support: Ethical considerations and practical recommendations. International Journal of Developmental Disabilities, 69(1), 111–121. https://doi.org/10.1080/20473869.2022.2144969
  18. Brock, M. E., Cannella-Malone, H. I., Seaman, R. L., Andzik, N. R., Schaefer, J. M., Page, E. J., Barczak, M. A., & Dueker, S. A. (2017). Findings across practitioner training studies in special education: A comprehensive review and meta-analysis. Exceptional Children, 84(1), 7–26. https://doi.org/10.1177/0014402917698008
  19. Brodhead, M. T., Cox, D. J., & Quigley, S. P. (2018). Practical ethics for effective treatment of autism spectrum disorder. Academic Press.
  20. Carr, J. E., Wilder, D. A., Majdalany, L., Mathisen, D., & Strain, L. A. (2013). An assessment-based solution to a human-service employee performance problem: An initial evaluation of the Performance Diagnostic Checklist–Human Services. Behavior Analysis in Practice, 6(1), 16–32. https://doi.org/10.1007/BF03391789
  21. Conselho Federal de Psicologia. (2005). Código de ética profissional do psicólogo [Resolução CFP nº 010/2005].
  22. Conselho Federal de Psicologia. (2025). Nota técnica nº 23/2025: Orientações às psicólogas e psicólogos acerca das intervenções comportamentais baseadas na Análise do Comportamento Aplicada no contexto do Transtorno do Espectro Autista. https://site.cfp.org.br/wp-content/uploads/2025/07/nota_tecnica_TEA_WEB.pdf
  23. Cooper, J. O., Heron, T. E., & Heward, W. L. (2020). Applied behavior analysis (3rd ed.). Pearson.
  24. Council of Autism Service Providers. (2024). Applied behavior analysis practice guidelines for the treatment of autism spectrum disorder (3rd ed.).
  25. Daniels, A. C., & Bailey, J. S. (2014). Performance management: Changing behavior that drives organizational effectiveness (5th ed.). Performance Management Publications.
  26. Diener, L. H., McGee, H. M., & Miguel, C. F. (2009). An integrated approach for conducting a behavioral systems analysis. Journal of Organizational Behavior Management, 29(2), 108–135. https://doi.org/10.1080/01608060902874534
  27. DiGennaro Reed, F. D., Blackman, A. L., Erath, T. G., Brand, D., & Novak, M. D. (2018). Guidelines for using behavioral skills training to provide teacher support. TEACHING Exceptional Children, 50(6), 373–380. https://doi.org/10.1177/0040059918777241
  28. Ditzian, K., Wilder, D. A., King, A., & Tanz, J. (2015). An evaluation of the Performance Diagnostic Checklist–Human Services to assess an employee performance problem in a center-based autism treatment facility. Journal of Applied Behavior Analysis, 48(1), 199–203. https://doi.org/10.1002/jaba.171
  29. Dixon, M. R., Jackson, J. W., Small, S. L., Horner-King, M. J., Lik, N. M. K., Garcia, Y., & Rosales, R. (2009). Creating single-subject design graphs in Microsoft Excel™ 2007. Journal of Applied Behavior Analysis, 42(2), 277–293. https://doi.org/10.1901/jaba.2009.42-277
  30. Eldevik, S., Hastings, R. P., Hughes, J. C., Jahr, E., Eikeseth, S., & Cross, S. (2009). Meta-analysis of early intensive behavioral intervention for children with autism. Journal of Clinical Child & Adolescent Psychology, 38(3), 439–450. https://doi.org/10.1080/15374410902851739
  31. Fiebig, J. H., Gould, E. R., Ming, S., & Watson, R. A. (2020). An invitation to act on the value of self-care: Being a whole person in all that you do. Behavior Analysis in Practice, 13(3), 559–567. https://doi.org/10.1007/s40617-020-00442-x
  32. Fryling, M. J., Wallace, M. D., & Yassine, J. N. (2012). Impact of treatment integrity on intervention effectiveness. Journal of Applied Behavior Analysis, 45(2), 449–453. https://doi.org/10.1901/jaba.2012.45-449
  33. Gilbert, T. F. (1978). Human competence: Engineering worthy performance. McGraw-Hill.
  34. Gravina, N., Villacorta, J., Albert, K., Clark, R., Curry, S., & Wilder, D. (2018). A literature review of organizational behavior management interventions in human service settings from 1990 to 2016. Journal of Organizational Behavior Management, 38(2–3), 191–224. https://doi.org/10.1080/01608061.2018.1454872
  35. Gresham, F. M., Gansle, K. A., & Noell, G. H. (1993). Treatment integrity in applied behavior analysis with children. Journal of Applied Behavior Analysis, 26(2), 257–263. https://doi.org/10.1901/jaba.1993.26-257
  36. Hanley, G. P. (2012). Functional assessment of problem behavior: Dispelling myths, overcoming implementation obstacles, and developing new lore. Behavior Analysis in Practice, 5(1), 54–72. https://doi.org/10.1007/BF03391818
  37. Hanley, G. P., Iwata, B. A., & McCord, B. E. (2003). Functional analysis of problem behavior: A review. Journal of Applied Behavior Analysis, 36(2), 147–185. https://doi.org/10.1901/jaba.2003.36-147
  38. Hanley, G. P., Jin, C. S., Vanselow, N. R., & Hanratty, L. A. (2014). Producing meaningful improvements in problem behavior of children with autism via synthesized analyses and treatments. Journal of Applied Behavior Analysis, 47(1), 16–36. https://doi.org/10.1002/jaba.106
  39. Hartmann, D. P. (1977). Considerations in the choice of interobserver reliability estimates. Journal of Applied Behavior Analysis, 10(1), 103–116. https://doi.org/10.1901/jaba.1977.10-103
  40. Horner, R. H., Carr, E. G., Halle, J., McGee, G., Odom, S., & Wolery, M. (2005). The use of single-subject research to identify evidence-based practice in special education. Exceptional Children, 71(2), 165–179. https://doi.org/10.1177/001440290507100203
  41. Iwata, B. A., Dorsey, M. F., Slifer, K. J., Bauman, K. E., & Richman, G. S. (1994). Toward a functional analysis of self-injury. Journal of Applied Behavior Analysis, 27(2), 197–209. https://doi.org/10.1901/jaba.1994.27-197
  42. Kazdin, A. E. (2011). Single-case research designs: Methods for clinical and applied settings (2nd ed.). Oxford University Press.
  43. Kazemi, E., Shapiro, M., & Kavner, A. (2015). Predictors of intention to turnover in behavior technicians working with individuals with autism spectrum disorder. Research in Autism Spectrum Disorders, 17, 106–115. https://doi.org/10.1016/j.rasd.2015.06.012
  44. Koegel, R. L., & Koegel, L. K. (2006). Pivotal response treatments for autism: Communication, social, and academic development. Paul H. Brookes.
  45. Kubina, R. M., Jr., Kostewicz, D. E., Brennan, K. M., & King, S. A. (2017). A critical review of line graphs in behavior analytic journals. Educational Psychology Review, 29(3), 583–598. https://doi.org/10.1007/s10648-015-9339-x
  46. Laraway, S., Snycerski, S., Michael, J., & Poling, A. (2003). Motivating operations and terms to describe them: Some further refinements. Journal of Applied Behavior Analysis, 36(3), 407–414. https://doi.org/10.1901/jaba.2003.36-407
  47. LeBlanc, L. A., Sellers, T. P., & Ala'i, S. (2020). Building and sustaining meaningful and effective relationships as a supervisor and mentor. Sloan Publishing.
  48. Ledford, J. R., & Gast, D. L. (Eds.) (2018). Single case research methodology: Applications in special education and behavioral sciences (3rd ed.). Routledge.
  49. Linstead, E., Dixon, D. R., French, R., Granpeesheh, D., Adams, H., German, R., Powell, A., Stevens, E., Tarbox, J., & Kornack, J. (2017). Intensity and learning outcomes in the treatment of children with autism spectrum disorder. Behavior Modification, 41(2), 229–252. https://doi.org/10.1177/0145445516667059
  50. Luke, M., Carr, J. E., & Wilder, D. A. (2018). On the compatibility of organizational behavior management and BACB certification. Journal of Organizational Behavior Management, 38(4), 288–305. https://doi.org/10.1080/01608061.2018.1514347
  51. Maslach, C., & Leiter, M. P. (2016). Understanding the burnout experience: Recent research and its implications for psychiatry. World Psychiatry, 15(2), 103–111. https://doi.org/10.1002/wps.20311
  52. Michael, J. (1982). Distinguishing between discriminative and motivational functions of stimuli. Journal of the Experimental Analysis of Behavior, 37(1), 149–155. https://doi.org/10.1901/jeab.1982.37-149
  53. Moreira, M. B., & Medeiros, C. A. (2019). Princípios básicos de análise do comportamento (2. ed.). Artmed.
  54. Morris, C., Detrick, J. J., & Peterson, S. M. (2021). Participant assent in behavior analytic research: Considerations for participants with autism and developmental disabilities. Journal of Applied Behavior Analysis, 54(4), 1300–1316. https://doi.org/10.1002/jaba.859
  55. Mudford, O. C., Taylor, S. A., & Martin, N. T. (2009). Continuous recording and interobserver agreement algorithms reported in the Journal of Applied Behavior Analysis (1995–2005). Journal of Applied Behavior Analysis, 42(1), 165–169. https://doi.org/10.1901/jaba.2009.42-165
  56. Novak, M. D., DiGennaro Reed, F. D., Erath, T. G., Blackman, A. L., Ruby, S. A., & Pellegrino, A. J. (2019). Evidence-based performance management: Applying behavioral science to support practitioners. Perspectives on Behavior Science, 42(4), 955–972. https://doi.org/10.1007/s40614-019-00232-z
  57. Parsons, M. B., Rollyson, J. H., & Reid, D. H. (2012). Evidence-based staff training: A guide for practitioners. Behavior Analysis in Practice, 5(2), 2–11. https://doi.org/10.1007/BF03391819
  58. Plantiveau, C., Dounavi, K., & Virués-Ortega, J. (2018). High levels of burnout among early-career board-certified behavior analysts with low collegial support in the work environment. European Journal of Behavior Analysis, 19(2), 195–207. https://doi.org/10.1080/15021149.2018.1438339
  59. Rajaraman, A., Austin, J. L., Gover, H. C., Cammilleri, A. P., Donnelly, D. R., & Hanley, G. P. (2022). Toward trauma-informed applications of behavior analysis. Journal of Applied Behavior Analysis, 55(1), 40–61. https://doi.org/10.1002/jaba.881
  60. Sarokoff, R. A., & Sturmey, P. (2004). The effects of behavioral skills training on staff implementation of discrete-trial teaching. Journal of Applied Behavior Analysis, 37(4), 535–538. https://doi.org/10.1901/jaba.2004.37-535
  61. Schreibman, L., Dawson, G., Stahmer, A. C., Landa, R., Rogers, S. J., McGee, G. G., Kasari, C., Ingersoll, B., Kaiser, A. P., Bruinsma, Y., McNerney, E., Wetherby, A., & Halladay, A. (2015). Naturalistic developmental behavioral interventions: Empirically validated treatments for autism spectrum disorder. Journal of Autism and Developmental Disorders, 45(8), 2411–2428. https://doi.org/10.1007/s10803-015-2407-8
  62. Sellers, T. P., LeBlanc, L. A., & Valentino, A. L. (2016b). Recommendations for detecting and addressing barriers to successful supervision. Behavior Analysis in Practice, 9(4), 309–319. https://doi.org/10.1007/s40617-016-0142-z
  63. Sellers, T. P., Valentino, A. L., & LeBlanc, L. A. (2016a). Recommended practices for individual supervision of aspiring behavior analysts. Behavior Analysis in Practice, 9(4), 274–286. https://doi.org/10.1007/s40617-016-0110-7
  64. Skinner, B. F. (1938). The behavior of organisms: An experimental analysis. Appleton-Century.
  65. Skinner, B. F. (1953). Science and human behavior. Macmillan.
  66. Skinner, B. F. (1957). Verbal behavior. Appleton-Century-Crofts.
  67. Slowiak, J. M., & DeLongchamp, A. C. (2022). Self-care strategies and job-crafting practices among behavior analysts: Do they predict perceptions of work–life balance, work engagement, and burnout? Behavior Analysis in Practice, 15(2), 414–432. https://doi.org/10.1007/s40617-021-00570-y
  68. St. Peter Pipkin, C., Vollmer, T. R., & Sloman, K. N. (2010). Effects of treatment integrity failures during differential reinforcement of alternative behavior: A translational model. Journal of Applied Behavior Analysis, 43(1), 47–70. https://doi.org/10.1901/jaba.2010.43-47
  69. Steinbrenner, J. R., Hume, K., Odom, S. L., Morin, K. L., Nowell, S. W., Tomaszewski, B., Szendrey, S., McIntyre, N. S., Yücesoy-Özkan, S., & Savage, M. N. (2020). Evidence-based practices for children, youth, and young adults with autism. The University of North Carolina at Chapel Hill, Frank Porter Graham Child Development Institute.
  70. Stokes, T. F., & Baer, D. M. (1977). An implicit technology of generalization. Journal of Applied Behavior Analysis, 10(2), 349–367. https://doi.org/10.1901/jaba.1977.10-349
  71. Supremo Tribunal Federal. (2025). Ação Direta de Inconstitucionalidade 7.265/DF [Rel. Min. Luís Roberto Barroso, julgamento concluído em 18 de setembro de 2025]. https://noticias.stf.jus.br/postsnoticias/stf-fixa-criterios-para-que-planos-de-saude-cubram-tratamentos-fora-da-lista-da-ans/
  72. Taylor, B. A., LeBlanc, L. A., & Nosik, M. R. (2019). Compassionate care in behavior analytic treatment: Can outcomes be enhanced by attending to relationships with caregivers? Behavior Analysis in Practice, 12(3), 654–666. https://doi.org/10.1007/s40617-018-00289-3
  73. Turner, L. B., Fischer, A. J., & Luiselli, J. K. (2016). Towards a competency-based, ethical, and socially valid approach to the supervision of applied behavior analytic trainees. Behavior Analysis in Practice, 9(4), 287–298. https://doi.org/10.1007/s40617-016-0121-4
  74. Valentino, A. L., LeBlanc, L. A., & Sellers, T. P. (2016). The benefits of group supervision and a recommended structure for implementation. Behavior Analysis in Practice, 9(4), 320–328. https://doi.org/10.1007/s40617-016-0138-8
  75. Virués-Ortega, J. (2010). Applied behavior analytic intervention for autism in early childhood: Meta-analysis, meta-regression and dose–response meta-analysis of multiple outcomes. Clinical Psychology Review, 30(4), 387–399. https://doi.org/10.1016/j.cpr.2010.01.008
  76. Vollmer, T. R., Sloman, K. N., & St. Peter Pipkin, C. (2008). Practical implications of data reliability and treatment integrity monitoring. Behavior Analysis in Practice, 1(2), 4–11. https://doi.org/10.1007/BF03391722
  77. Wilder, D. A., Austin, J., & Casella, S. (2009). Applying behavior analysis in organizations: Organizational behavior management. Psychological Services, 6(3), 202–211. https://doi.org/10.1037/a0015393
  78. Wolf, M. M. (1978). Social validity: The case for subjective measurement or how applied behavior analysis is finding its heart. Journal of Applied Behavior Analysis, 11(2), 203–214. https://doi.org/10.1901/jaba.1978.11-203
  79. World Health Organization. (2019). International classification of diseases for mortality and morbidity statistics (11th rev.) [CID-11].