141 termos em 12 áreas, do princípio do reforçamento à certificação CABA-BR. Cada definição traz o equivalente em inglês e a fonte — para usar na supervisão, no treino da equipe e na conversa com a família.
141 termos
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A
Acreditação ABPMC
ABPMC accreditation
Serviços e regulação
Reconhecimento concedido pela Associação Brasileira de Ciências do Comportamento a partir de critérios de formação e prática. Os critérios específicos para prestadores de serviços em ABA ao TEA e ao desenvolvimento atípico foram atualizados em maio de 2025. (ABPMC, 2025b)
Grau em que o valor registrado corresponde ao valor verdadeiro do evento. Uma medida pode ser fidedigna e ainda assim imprecisa. (Cooper et al., 2020)
Alternativa menos restritiva
Least restrictive alternative
Ética e cuidado
Princípio de escolher, entre procedimentos eficazes, aquele que menos limita a liberdade, o conforto e a dignidade da pessoa. (BACB, 2020; Brodhead et al., 2018)
Registra se o comportamento está ocorrendo no instante final de cada intervalo. Permite acompanhar vários comportamentos ou pessoas ao mesmo tempo. (Cooper et al., 2020)
Análise de sistemas comportamentais BSA
Behavioral systems analysis
Gestão e organização
Abordagem que examina a organização como um sistema — entradas, processos, saídas, receptores, feedback e ambiente — para localizar onde, antes da ponta, o desempenho está sendo determinado. (Diener et al., 2009)
Ciência que aplica princípios derivados da análise do comportamento para produzir mudanças socialmente significativas, usando experimentação para demonstrar quais variáveis são responsáveis pela mudança. Não é um método único: é um campo definido por sete dimensões. (Baer et al., 1968; Cooper et al., 2020)
Ramo da análise do comportamento dedicado à pesquisa básica sobre processos comportamentais, de onde vêm os princípios usados nas aplicações. (Skinner, 1938)
Análise funcional
Functional analysis
Comportamento-problema
Manipulação experimental de antecedentes e consequências, em condições de teste e de controle, para demonstrar a função de um comportamento. (Iwata et al., 1994; Hanley et al., 2003)
Inspeção sistemática do gráfico quanto a nível, tendência e variabilidade dentro das fases e quanto à imediaticidade, sobreposição e consistência dos efeitos entre fases. (Ledford & Gast, 2018; Cooper et al., 2020)
Profissional que implementa a intervenção sob supervisão. Para estudantes, os parâmetros citados pelo CFP pedem matrícula ativa em curso de saúde ou educação, contrato de estágio e ao menos 40 horas de formação específica. (CFP, 2025)
Arranjo do ensino com dicas imediatas e retirada cuidadosa, para reduzir erros durante a aquisição e a frustração associada a eles. (Cooper et al., 2020)
Assentimento
Assent
Ética e cuidado
Concordância ativa da pessoa atendida com a participação, expressa por palavras ou pelo comportamento, inclusive quando o consentimento formal cabe aos responsáveis. A retirada do assentimento é informação clínica, não obstáculo a vencer. (Breaux & Smith, 2023; Morris et al., 2021; CFP, 2025)
Inserção de um intervalo, fixo ou crescente, entre a instrução e a dica, dando oportunidade para a resposta independente antes da ajuda. (Cooper et al., 2020)
Autocuidado profissional
Professional self-care
Gestão e organização
Práticas que sustentam a saúde e o bem-estar de quem atende, tratadas como parte da qualidade do serviço — não como assunto privado de cada um. (Fiebig et al., 2020; Slowiak & DeLongchamp, 2022)
Avaliação de preferência
Preference assessment
Procedimentos de ensino
Procedimentos sistemáticos — escolha livre, pares de estímulos, múltiplos estímulos — para identificar itens e atividades com maior chance de funcionar como reforçadores, respeitando as escolhas da pessoa. (Cooper et al., 2020)
Conjunto de métodos — entrevistas, observação descritiva e análise funcional — para identificar as variáveis que mantêm um comportamento e orientar a intervenção. (Hanley, 2012)
Problemas recorrentes — de organização, de habilidade, de relação ou de valores — que atrapalham a supervisão e podem ser detectados e tratados de forma sistemática, em vez de atribuídos à personalidade. (Sellers et al., 2016b)
BCBA
Board Certified Behavior Analyst
Serviços e regulação
Certificação do Behavior Analyst Certification Board (BACB), dos Estados Unidos. Desde 1º de janeiro de 2023, novas certificações BCBA, BCaBA e RBT só são aceitas de residentes em países autorizados — o Brasil não está entre eles. Quem já era certificado pode manter a credencial. (BACB, 2019)
Filosofia da ciência do comportamento formulada por B. F. Skinner. Trata pensamentos e sentimentos como comportamento, sujeitos às mesmas leis do comportamento observável, em vez de causas internas separadas dele. (Skinner, 1953)
C
CABA-BR
Brazilian certification for ABA service providers
Serviços e regulação
Certificação brasileira de prestadores de serviço de intervenções baseadas em ABA para TEA e desenvolvimento atípico, construída a partir de trabalho da ABPMC e gerida pelo Grupo IBES, em três níveis: Analista do Comportamento Supervisor, Analista do Comportamento Coordenador e Aplicador. (ABPMC, 2025a)
Número de casos sob responsabilidade de uma supervisora ou um supervisor. Depende de intensidade, complexidade, experiência da equipe e suporte disponível; o CFP apresenta estimativas ilustrativas, não regras fixas. (CFP, 2025; CASP, 2024)
Carteira de Identificação da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista, criada pela Lei 13.977/2020 para facilitar atenção integral, pronto atendimento e prioridade no acesso a serviços. (Brasil, 2020)
Clarificação da tarefa
Task clarification
Gestão e organização
Tornar explícito o que deve ser feito, quando, como e com que critério — por escrito, com checklists ou ajudas de trabalho no local de execução. (Carr et al., 2013)
Conjunto de respostas que podem ter formas diferentes, mas produzem o mesmo efeito no ambiente. É a unidade que costuma ser ensinada ou reduzida — não a forma isolada. (Cooper et al., 2020)
Código do BACB em vigor desde 1º de janeiro de 2022, com quatro princípios centrais: beneficiar os outros; tratar os outros com compaixão, dignidade e respeito; agir com integridade; garantir a própria competência. (BACB, 2020)
Código de Ética Profissional do Psicólogo
Brazilian Code of Ethics for Psychologists
Ética e cuidado
Resolução CFP nº 010/2005, que regula a prática de psicólogas e psicólogos — inclusive quando atuam com intervenções baseadas em ABA, como reforça a Nota Técnica CFP nº 23/2025. (CFP, 2005; CFP, 2025)
Comportamento
Behavior
Princípios
O que um organismo faz na interação com o ambiente. Em ABA é descrito em termos observáveis e mensuráveis, para que duas pessoas possam registrá-lo do mesmo jeito. (Cooper et al., 2020)
Comportamento reforçado pela mediação de outra pessoa, o ouvinte. A análise de Skinner o organiza por função em operantes como mando, tato, ecoico e intraverbal — e não pela forma das palavras. (Skinner, 1957)
Comportamento que coloca em risco a pessoa ou outros, ou restringe seu acesso à aprendizagem e à participação social. O termo descreve uma relação com o ambiente — não uma característica da pessoa. (Hanley, 2012; CFP, 2025)
Grau em que dois observadores independentes registram os mesmos valores para os mesmos eventos. Indica consistência do registro, não sua precisão. Na literatura, 80% é convencionalmente tomado como mínimo, e valores mais altos são desejáveis. (Cooper et al., 2020; Vollmer et al., 2008; Hartmann, 1977; Mudford et al., 2009)
Autorização livre e esclarecida de quem tem capacidade legal — a própria pessoa ou seus responsáveis — depois de compreender objetivos, procedimentos, riscos e alternativas. (BACB, 2020; CFP, 2005)
Relação em que a probabilidade de uma resposta muda conforme a presença ou ausência de um estímulo antecedente. Grande parte do ensino consiste em transferir o controle de dicas para estímulos naturais. (Cooper et al., 2020)
Agente intermediário da equipe, que apoia a supervisão na implementação e no acompanhamento. Para profissionais da Psicologia, os parâmetros citados pelo CFP pedem registro ativo no CRP e 120 horas de formação específica. (CFP, 2025)
Nível de desempenho definido antes do ensino para considerar a habilidade adquirida — por exemplo, porcentagem de acertos independentes em sessões consecutivas, com mais de uma pessoa. (Cooper et al., 2020)
Prática que inclui escuta, empatia e colaboração com a pessoa e a família como parte da intervenção, com efeito sobre adesão e resultados. (Taylor et al., 2019)
Aplicação que considera a possibilidade de histórias de trauma, prioriza segurança, escolha e controle compartilhado e evita procedimentos que possam retraumatizar. (Rajaraman et al., 2022)
Currículo de treinamento de supervisores
Supervisor Training Curriculum Outline
Supervisão e formação
Documento do BACB que orienta o treinamento obrigatório de 8 horas para quem supervisiona experiência prática ou certificados que exigem supervisão contínua. (BACB, 2018)
Descrição do comportamento em termos observáveis e mensuráveis, com exemplos e contraexemplos, clara o bastante para que duas pessoas o registrem do mesmo jeito. (Cooper et al., 2020)
Transferência de uma responsabilidade junto com o resultado esperado, os critérios para decidir, os limites de autonomia e o caminho para pedir ajuda. Sem esses quatro elementos, o que se transfere é só a tarefa. (Carr et al., 2013)
Linha de base seguida de intervenção, sem replicação. É útil para monitorar casos na clínica, mas não demonstra sozinho uma relação funcional. (Kazdin, 2011)
Delineamento de critério móvel
Changing criterion design
Delineamentos e análise
O critério de desempenho muda em etapas; o controle experimental é demonstrado quando o comportamento acompanha cada novo critério. (Cooper et al., 2020)
Delineamento de linha de base múltipla
Multiple baseline design
Delineamentos e análise
A intervenção é introduzida em momentos escalonados entre comportamentos, contextos ou pessoas. O controle aparece quando cada camada muda só depois de receber a intervenção. (Cooper et al., 2020; Kazdin, 2011)
Alterna linha de base e intervenção; a replicação do efeito a cada troca demonstra controle experimental. Não é adequado quando retirar a intervenção seria antiético ou o comportamento não reverte. (Cooper et al., 2020; Kazdin, 2011)
Delineamento de sujeito único
Single-case design
Delineamentos e análise
Família de delineamentos em que cada participante é comparado consigo mesmo, com medidas repetidas ao longo de condições. É a base experimental da ABA e reconhecida para identificar práticas baseadas em evidências. (Kazdin, 2011; Horner et al., 2005)
Duas ou mais condições alternadas rapidamente, em ordem contrabalançada, para comparar seus efeitos no mesmo participante. (Cooper et al., 2020; Ledford & Gast, 2018)
Deriva do observador
Observer drift
Medida e dados
Mudança não intencional, ao longo do tempo, no modo como o observador aplica a definição operacional. Checagens de IOA e retreinos periódicos a controlam. (Cooper et al., 2020)
Avaliação das variáveis responsáveis por um problema de desempenho antes de escolher a solução: clareza da tarefa e antecedentes, recursos e processos, conhecimento e habilidade, consequências. (Austin, 2000; Carr et al., 2013)
Estímulo suplementar acrescentado para aumentar a chance de resposta correta — gestual, verbal, visual, modelo ou física. Toda dica planejada precisa de um plano de retirada. (Cooper et al., 2020)
Os sete critérios propostos por Baer, Wolf e Risley para reconhecer um trabalho como ABA: aplicado, comportamental, analítico, tecnológico, conceitualmente sistemático, efetivo e com generalidade. (Baer et al., 1968; Baer et al., 1987)
Tempo em que o comportamento ocorre, do início ao fim de cada ocorrência, somado no período. (Cooper et al., 2020)
E
Ecoico
Echoic
Comportamento verbal
Operante verbal que repete um estímulo vocal com correspondência ponto a ponto e semelhança formal. (Skinner, 1957)
Economia de fichas
Token economy
Procedimentos de ensino
Sistema em que fichas são entregues contingentes a comportamentos combinados e depois trocadas por reforçadores de apoio escolhidos pela pessoa. (Cooper et al., 2020)
Intervenção comportamental intensiva e precoce, abrangente, iniciada na primeira infância. A maioria dos estudos relata intensidade entre 20 e 40 horas semanais. (Eldevik et al., 2009; Virués-Ortega, 2010; ABPMC, 2025a)
Ensino dos passos de uma análise de tarefa como uma cadeia de respostas: para frente, para trás ou com apresentação total da tarefa a cada tentativa. (Cooper et al., 2020)
Formato estruturado de ensino em tentativas curtas e bem delimitadas: instrução, resposta, consequência e intervalo. É um formato entre vários, não sinônimo de ABA. (Cooper et al., 2020; Sarokoff & Sturmey, 2004)
Síndrome relacionada ao trabalho marcada por exaustão, distanciamento e sensação de baixa realização. Em analistas do comportamento em início de carreira, associa-se a pouco apoio entre colegas. (Maslach & Leiter, 2016; Plantiveau et al., 2018)
Regra que define quais respostas serão reforçadas. No reforçamento contínuo toda resposta é reforçada, o que favorece a aquisição; no intermitente, só algumas, o que torna o comportamento mais resistente à extinção e favorece a manutenção. (Cooper et al., 2020)
Estímulo em cuja presença uma resposta foi reforçada e que, por isso, sinaliza a disponibilidade de reforçamento para ela. O S-delta (SΔ) sinaliza o contrário. (Michael, 1982; Cooper et al., 2020)
Suspensão do reforçamento de uma classe de respostas, com diminuição gradual de sua ocorrência. No início, a resposta pode aumentar temporariamente. (Cooper et al., 2020)
Informação sobre o desempenho que permite ajustá-lo. Tende a funcionar melhor quando é específico, frequente, próximo do desempenho e combinado a metas ou reconhecimento. (Alvero et al., 2001)
Na fuga, a resposta termina um estímulo aversivo já presente; na esquiva, impede ou adia sua apresentação. Ambas são mantidas por reforçamento negativo. (Cooper et al., 2020)
Consequência que mantém um comportamento. As funções mais estudadas são acesso a atenção, acesso a itens ou atividades, fuga ou esquiva de demandas e estimulação automática. (Iwata et al., 1994; Hanley et al., 2003)
Ocorrência do comportamento aprendido em pessoas, lugares, materiais ou formas diferentes daqueles do ensino. Precisa ser programada desde o início, e não esperada ao final. (Stokes & Baer, 1977)
Aplicação da análise do comportamento ao desempenho de pessoas em organizações: treinamento, feedback, clareza de tarefas, sistemas de consequências e desenho de processos. (Wilder et al., 2009; Luke et al., 2018; Gravina et al., 2018)
Sistema contínuo de definição de expectativas, medida, feedback e consequências para sustentar o desempenho das equipes ao longo do tempo. (Daniels & Bailey, 2014; Novak et al., 2019)
Principal forma de exibir dados em ABA: sessões no eixo horizontal, medida no vertical, pontos ligados dentro de cada fase e linhas de mudança de fase separando as condições. (Cooper et al., 2020; Kubina et al., 2017; Dixon et al., 2009)
Segundo o CFP, só deve ocorrer com consentimento prévio, livre e informado, com justificativa ligada à finalidade do trabalho terapêutico e garantia de sigilo das informações. (CFP, 2025)
H
Hierarquia de dicas
Prompt hierarchy
Procedimentos de ensino
Sequência de dicas organizadas por grau de intrusividade, usada do mais para o menos intrusivo (favorece acerto na aquisição) ou do menos para o mais (favorece independência). (Cooper et al., 2020)
Formato de análise funcional em que as contingências apontadas em entrevista são testadas juntas, comparadas a uma condição de controle, e que leva a tratamentos também sintetizados. (Hanley et al., 2014)
Carga horária semanal da intervenção. Deve resultar de avaliação individualizada; o CFP considera inadequado estipular um número fixo de horas sem justificativa técnica. (CFP, 2025; Linstead et al., 2017)
Intervenção que trabalha simultaneamente várias áreas do desenvolvimento e, por isso, tende a exigir maior intensidade semanal. A intervenção focada concentra-se em poucos objetivos. (CASP, 2024; CFP, 2025; ABPMC, 2025a)
Mudanças no ambiente antes que o comportamento aconteça — previsibilidade da rotina, escolhas, ajuste de demandas, apoios visuais — para reduzir a motivação para o comportamento-problema. (Cooper et al., 2020; Steinbrenner et al., 2020)
Intervenção implementada por cuidadores
Parent-implemented intervention
Planejamento
Modelo em que familiares são treinados e acompanhados para aplicar estratégias nas rotinas, favorecendo generalização — especialmente relevante onde há poucos recursos. (ABPMC, 2025a; Steinbrenner et al., 2020)
Família de intervenções para crianças autistas que junta a Análise do Comportamento Aplicada e a ciência do desenvolvimento: o ensino acontece em contextos naturais, como rotinas e brincadeiras, com controle compartilhado entre criança e adulto, consequências ligadas à própria atividade e alvos escolhidos pelo momento do desenvolvimento. O PRT é um exemplo. (Schreibman et al., 2015)
Operante verbal sob controle de outro estímulo verbal, sem correspondência ponto a ponto. Responder perguntas, completar frases e conversar envolvem intraverbais. (Skinner, 1957)
L
Latência
Latency
Medida e dados
Tempo entre um estímulo, como uma instrução, e o início da resposta. (Cooper et al., 2020)
Linha de base
Baseline
Delineamentos e análise
Condição sem a intervenção, que descreve o comportamento antes da mudança e serve de comparação. Precisa ser estável o bastante para prever o que aconteceria se nada mudasse. (Cooper et al., 2020; Kazdin, 2011)
Linha de mudança de fase
Phase change line
Delineamentos e análise
Linha vertical, geralmente tracejada, que marca a mudança de condição no gráfico. Os pontos de dados não são ligados através dela. (Cooper et al., 2020)
Relação de desenvolvimento profissional orientada à carreira — decisões, trajetória, repertórios de liderança. Complementa a supervisão clínica, mas não a substitui. (LeBlanc et al., 2020)
Modelo de Thomas Gilbert que organiza as causas do desempenho em fatores do ambiente — informação, recursos, incentivos — e da pessoa — conhecimento, capacidade, motivação — e propõe começar pelo ambiente. (Gilbert, 1978)
Modelo em camadas
Tiered service delivery model
Gestão e organização
Organização da equipe em uma camada (a supervisão conduz tudo), duas (supervisão e aplicação) ou três (supervisão, coordenação e aplicação), conforme volume e complexidade dos casos. (CASP, 2024; CFP, 2025)
Postura que reconhece a diversidade neurológica como variação humana legítima, respeita identidade e preferências e apoia habilidades que importam para a própria pessoa, sem buscar apagar características que não lhe causam prejuízo. (CFP, 2025; ABPMC, 2025a)
Especificadores do DSM-5-TR (níveis 1, 2 e 3) que descrevem a necessidade de suporte em comunicação social e em comportamentos restritos e repetitivos. Orientam, mas não definem sozinhos, escopo e intensidade da intervenção. (APA, 2022; CFP, 2025)
Três propriedades dos dados de uma fase: o valor em torno do qual se concentram (nível), sua direção e inclinação (tendência) e a dispersão em torno delas (variabilidade). (Ledford & Gast, 2018)
O
Operação motivadora OM
Motivating operation
Princípios
Evento que altera momentaneamente o valor reforçador de um estímulo e a frequência dos comportamentos que já foram reforçados por ele. A operação estabelecedora aumenta esse valor; a abolidora diminui. (Laraway et al., 2003; Michael, 1982)
Na prática Depois de muito tempo sem acesso ao tablet, o tablet vale mais — e pedidos por ele aparecem mais.
Na prática clínica, associar a presença do terapeuta e do ambiente de ensino a atividades e itens preferidos antes de apresentar exigências, para construir vínculo e disposição para aprender. (Cooper et al., 2020)
Instrumento para diagnosticar problemas de desempenho de profissionais em serviços humanos, em quatro domínios: treinamento; clarificação da tarefa e dicas; recursos, materiais e processos; consequências, esforço e competição. (Carr et al., 2013; Ditzian et al., 2015)
Abordagem naturalística derivada da ABA, desenvolvida por Robert e Lynn Koegel, que ensina dentro de rotinas e brincadeiras a partir da motivação da criança e prioriza áreas “pivotais” — como motivação e iniciativa — cuja mudança tende a se espalhar para muitas outras habilidades. Famílias têm papel central na aplicação. (Koegel & Koegel, 2006)
Documento que traduz a avaliação em objetivos, procedimentos, formas de medida, critérios de domínio e responsáveis. É elaborado e revisado pela supervisão, com participação da família. (CFP, 2025; ABPMC, 2025a)
Política Nacional de Proteção dos Direitos da Pessoa com TEA
Brazilian autism rights policy
Serviços e regulação
Instituída pela Lei 12.764/2012, que também reconhece a pessoa com TEA como pessoa com deficiência para todos os efeitos legais. Em 2025 passou a incluir o incentivo ao diagnóstico em adultos e idosos. (Brasil, 2012; Brasil, 2025)
Porcentagem de acertos
Percentage correct
Medida e dados
Proporção de respostas corretas em relação às oportunidades. Muito usada no ensino por tentativas, mas não informa taxa nem fluência — e esconde o número de oportunidades se não for relatado. (Cooper et al., 2020)
Prática baseada em evidências
Evidence-based practice
Delineamentos e análise
Integração da melhor evidência disponível com a expertise clínica e com os valores, preferências e contexto de quem recebe o serviço. (Steinbrenner et al., 2020; CFP, 2025)
Produto permanente
Permanent product
Medida e dados
Medida dos efeitos duradouros do comportamento — tarefas concluídas, itens montados, registros preenchidos — sem necessidade de observação direta. (Cooper et al., 2020)
Punição negativa
Negative punishment
Princípios
Remoção de um estímulo depois de uma resposta, que diminui sua probabilidade futura. Custo de resposta e time-out são exemplos. (Cooper et al., 2020)
Apresentação de um estímulo depois de uma resposta, que diminui sua probabilidade futura. Procedimentos baseados em punição exigem avaliação ética rigorosa e só se justificam depois de alternativas menos restritivas. (Cooper et al., 2020; BACB, 2020)
Estímulo cuja apresentação ou remoção, contingente a uma resposta, aumenta sua probabilidade futura. É definido pela função que exerce, não pela aparência — o que reforça uma pessoa pode não reforçar outra. (Cooper et al., 2020)
Estímulo que adquiriu função reforçadora por ter sido pareado a outros reforçadores, como elogio, fichas ou dinheiro. O reforçador incondicionado dispensa essa história, como alimento ou alívio de dor. (Cooper et al., 2020)
Reforçar respostas que atendem a um critério e não reforçar as que não atendem. Está na base da modelagem, da discriminação e de muitos tratamentos de comportamento-problema. (Cooper et al., 2020)
Reforçamento não contingente NCR
Noncontingent reinforcement
Comportamento-problema
Entrega do reforçador que mantém um comportamento-problema por esquema de tempo, independente da resposta, diminuindo a motivação para emiti-lo. (Cooper et al., 2020)
Reforçamento negativo
Negative reinforcement
Princípios
Remoção, adiamento ou redução de um estímulo depois de uma resposta, que aumenta sua probabilidade futura. Não é sinônimo de punição. (Cooper et al., 2020)
Na prática Pedir pausa e ter uma tarefa difícil retirada por alguns minutos fortalece o pedido de pausa.
Apresentação de um estímulo depois de uma resposta, que aumenta a probabilidade futura de respostas da mesma classe. “Positivo” indica adição, não que o estímulo seja agradável. (Cooper et al., 2020)
Registro descritivo de antecedentes, comportamento e consequências no ambiente natural. Ajuda a levantar hipóteses, mas não demonstra a função sozinho. (Cooper et al., 2020)
Marca o intervalo apenas se o comportamento ocorreu durante todo ele. Tende a subestimar a ocorrência real. (Cooper et al., 2020)
Relação de supervisão
Supervisory relationship
Supervisão e formação
Vínculo profissional entre quem supervisiona e quem é supervisionado, com expectativas claras, segurança para errar e perguntar e compromisso com o desenvolvimento. É variável de resultado, não detalhe. (LeBlanc et al., 2020; Sellers et al., 2016b)
Demonstração de que mudanças numa variável dependente são produzidas, de forma confiável e replicada, pela manipulação da variável independente. (Cooper et al., 2020)
Rol da ANS
ANS list of mandatory procedures
Serviços e regulação
Lista de procedimentos de cobertura obrigatória pelos planos de saúde. Para TEA, a ANS garantiu sessões ilimitadas (RN 469/2021) e a cobertura do método indicado pelo médico assistente (RN 539/2022); a cobertura fora do Rol segue os cinco critérios fixados pelo STF em 2025. (ANS, 2021; ANS, 2022; Brasil, 2022; STF, 2025)
Rotatividade
Turnover
Gestão e organização
Saída de profissionais da equipe. Entre técnicos que atendem pessoas autistas, a intenção de sair aparece associada a satisfação com supervisão, treinamento e condições de trabalho. (Kazemi et al., 2015)
Série rápida de pedidos que a pessoa costuma atender, seguida de um pedido de baixa probabilidade, aumentando a chance de resposta a ele. Também chamada de momentum comportamental. (Cooper et al., 2020)
Supervisão de caso
Case supervision
Supervisão e formação
Supervisão centrada num caso clínico. A supervisora ou o supervisor responde por acolhimento, avaliação, plano de intervenção, monitoramento e decisões ao longo de todo o processo. (ABPMC, 2025a; Sellers et al., 2016a)
Formato com vários supervisionandos, que acrescenta aprendizagem entre pares, contato com casos diversos e treino de habilidades de apresentação, argumentação e feedback. (Valentino et al., 2016)
Supervisão técnica
Professional development supervision
Supervisão e formação
Supervisão voltada a desenvolver as habilidades do profissional para os casos atuais e futuros: acompanhar a prática, aperfeiçoar competências, ampliar repertórios interpessoais e apoiar diante de dificuldades. (ABPMC, 2025a; Sellers et al., 2016a)
Agente indispensável em toda intervenção baseada em ABA, responsável pelas decisões clínicas. Para profissionais da Psicologia, os parâmetros citados pelo CFP pedem registro ativo no CRP e formação lato sensu (supervisor de entrada) ou stricto sensu (pleno) em ABA ao TEA. (CFP, 2025)
Aumento temporário na frequência, intensidade ou variabilidade de uma resposta logo depois que o reforçamento é suspenso. Precisa ser previsto no plano e combinado com a família e a equipe. (Cooper et al., 2020)
Operante verbal sob controle de um estímulo não verbal, mantido por reforçamento social generalizado. Na prática, nomear e comentar. (Skinner, 1957)
Taxa
Rate
Medida e dados
Contagem dividida pelo tempo de observação — por exemplo, respostas por minuto. Permite comparar sessões de durações diferentes. (Cooper et al., 2020)
Tempo entre respostas IRT
Interresponse time
Medida e dados
Tempo decorrido entre duas ocorrências consecutivas de uma resposta. (Cooper et al., 2020)
Tentativas até o critério
Trials to criterion
Medida e dados
Número de tentativas ou sessões necessárias para atingir o critério de domínio. Útil para comparar a eficiência de procedimentos de ensino. (Cooper et al., 2020)
Condição do neurodesenvolvimento caracterizada por diferenças persistentes na comunicação e na interação social e por padrões restritos e repetitivos de comportamento, interesses ou atividades, com necessidades de suporte muito variadas. Código 6A02 na CID-11. (APA, 2022; WHO, 2019)
Treino que termina quando o profissional demonstra a habilidade num critério observável — e não quando a carga horária acaba. (Parsons et al., 2012; Turner et al., 2016)
Ensino de uma forma de comunicação que produz o mesmo reforçador que um comportamento-problema produzia, tornando-o desnecessário. (Hanley et al., 2014; Cooper et al., 2020)
Grau em que a medida capta diretamente o comportamento socialmente relevante que se pretende mudar, na dimensão que importa. (Cooper et al., 2020)
Validade social
Social validity
Ética e cuidado
Avaliação, pelas pessoas envolvidas, da importância dos objetivos, da aceitabilidade dos procedimentos e do significado dos resultados na vida real. Critério da ABA desde 1978 e destacado nas notas técnicas brasileiras de 2025. (Wolf, 1978; CFP, 2025)
Agência Nacional de Saúde Suplementar. (2021). Resolução Normativa nº 469, de 9 de julho de 2021.
Agência Nacional de Saúde Suplementar. (2022). Resolução Normativa nº 539, de 23 de junho de 2022.
Alvero, A. M., Bucklin, B. R., & Austin, J. (2001). An objective review of the effectiveness and essential characteristics of performance feedback in organizational settings (1985–1998). Journal of Organizational Behavior Management, 21(1), 3–29. https://doi.org/10.1300/J075v21n01_02
American Psychiatric Association. (2022). Diagnostic and statistical manual of mental disorders (5th ed., text rev.) [DSM-5-TR].
Associação Brasileira de Ciências do Comportamento. (2025a). Intervenções baseadas em Análise do Comportamento Aplicada (ABA) para o Transtorno do Espectro do Autismo (TEA) [Nota técnica nº 1/2025]. https://cdn.abpmc.org.br/uploads/2025/08/NT-TEA-ABA-ABPMC.pdf
Associação Brasileira de Ciências do Comportamento. (2025b). Critérios para acreditação específica de prestadores de serviços em análise do comportamento aplicada (ABA) ao TEA/desenvolvimento atípico [Atualização de 13 de maio de 2025].
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