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Karina Frizzi Psicóloga · ABA

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Escritos · 9 textos

Reflexões sobre prática, supervisão, liderança e carreira.

“Sempre com um olhar técnico, realista e possível para a vida de quem está no dia a dia da clínica.” Os textos publicados nas redes, reunidos aqui na íntegra, do mais recente ao mais antigo.

Instagram liderança

O tipo de líder que escolho ser

“Tem alguém por aí que ainda lembra de você com muito carinho porque um dia você foi gentil.”

Vi essa frase no LinkedIn outro dia e fiquei pensando no quanto ela traduz algo em que acredito sobre liderança.

Ao longo da nossa trajetória, vamos ocupar diferentes cargos, trabalhar com diferentes equipes, tomar decisões importantes, acertar, errar e aprender muito no caminho.

Mas, quando penso nas pessoas que já fizeram parte da minha equipe, não espero que elas se lembrem apenas do que aprenderam comigo ou do que construímos juntas.

Quero que se lembrem também de como foram tratadas.

E isso não significa evitar conversas difíceis, deixar de cobrar ou tirar a responsabilidade de quem precisa assumir algo.

Significa entender que é possível:

Cobrar sem perder o respeito.
Orientar sem constranger.
Discordar sem invalidar.
Tomar decisões difíceis sem deixar de ser gentil.

Acredito que a forma como lideramos é marcada, principalmente, pela maneira como fazemos as pessoas se sentirem enquanto o trabalho acontece.

E esse é o tipo de líder que eu continuo escolhendo ser.

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Instagram autonomia · delegação

Nem sempre o problema é falta de competência

Quando uma tarefa não sai como esperado, é fácil concluir que a pessoa ainda não está preparada para assumir aquela responsabilidade.

Mas nem sempre o problema é falta de competência.

Às vezes, o que parecia óbvio para quem delegou nunca ficou realmente claro para quem recebeu: o resultado esperado, os critérios para decidir, os limites de autonomia ou até quando pedir ajuda.

Desenvolver autonomia exige investimento no começo.

Mas é justamente esse cuidado inicial que permite depender cada vez menos da liderança depois.

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Instagram tempo · liderança

O que Dá um Tempo! me ensinou sobre trabalho, liderança e limites

Eu li Dá um Tempo!, da Izabella Camargo, há muitos anos e virei fã dela. Gostei tanto que algumas pessoas que passaram pela minha liderança, inclusive, ganharam um de presente.

Quando decidi começar a compartilhar mais por aqui, lembrei desse livro e do quanto ele me marcou. Resolvi reler e foi interessante perceber como algumas ideias continuam presentes, mas chegam de outro jeito hoje.

Logo no primeiro capítulo, ela traz a reflexão de que criamos cada vez mais recursos para poupar tempo, mas o espaço que eles liberam acaba quase sempre sendo ocupado por uma nova demanda.

E vemos isso o tempo inteiro no trabalho: um processo fica mais eficiente e logo parece que “cabe mais uma coisa”. Uma tarefa é automatizada e aquele tempo rapidamente vira outra entrega.

Por muito tempo, pra mim, trabalhar melhor significava estar o tempo inteiro ocupada.

Mas hoje sei que existe uma grande diferença entre ganhar eficiência e simplesmente preencher todo o tempo que sobra com mais coisas para fazer.

Se conseguimos fazer algo mais rápido, isso não significa que aquele espaço precise imediatamente virar uma nova tarefa.

Eficiência também pode — e talvez deva — criar espaço para pensar: olhar o que estamos fazendo, rever prioridades, analisar melhor um problema e tomar decisões com mais qualidade.

Porque tempo para pensar também faz parte do trabalho.

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Instagram autonomia · liderança

Acompanhar sem precisar decidir tudo

Eu sempre tive uma tendência grande a controlar — e abrir mão desse lugar não foi simples.

Durante muito tempo, acompanhar cada decisão, revisar tudo e responder a todas as dúvidas parecia uma forma de garantir que o trabalho acontecesse bem.

Mas isso também produzia sobrecarga, dependência e uma equipe que acabava esperando por mim para muitas decisões.

Aprender a acompanhar sem precisar decidir tudo foi difícil. Mas ver a equipe ganhando confiança, assumindo responsabilidades e trabalhando com cada vez mais autonomia me mostrou que dividir decisões não enfraquecia o trabalho.

E acho que esse é um ponto importante: quando tudo precisa passar pela liderança, não é só a liderança que fica sobrecarregada. A equipe também perde espaço para assumir responsabilidades e desenvolver segurança para decidir.

Construir essa autonomia abriu espaço para que eu direcionasse minha atenção para outras frentes importantes — melhorias, processos, desenvolvimento da equipe e questões que, no meio das urgências, muitas vezes acabavam ficando para depois.

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Instagram bastidores · qualidade

O trabalho que aparece é sustentado por muita coisa que ninguém vê

Uma das coisas que mais fizeram sentido para mim ao longo da minha trajetória foi justamente olhar para tudo aquilo que acontecia nos bastidores para que um serviço funcionasse bem.

Com o tempo, fui entendendo que pensar na qualidade de um atendimento não é olhar só para o que acontece ali.

Também é considerar as decisões, o desenvolvimento dos profissionais, os processos, os alinhamentos e tudo aquilo que dá suporte ao trabalho na ponta.

Nem todo problema que aparece no atendimento começa lá. Na maior parte das vezes, é reflexo de decisões, processos ou alinhamentos que aconteceram — ou deixaram de acontecer — muito antes.

Talvez por isso esse olhar tenha se tornado tão importante na minha forma de trabalhar.

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Instagram carreira

Encontrar um caminho profissional

Ontem perguntei por aqui se o caminho profissional de vocês faz sentido hoje.

E as respostas me fizeram pensar que, muitas vezes, quando tentamos entender qual caminho seguir, a primeira ideia é escolher uma função, uma área ou um lugar para ocupar.

Mas talvez nem sempre seja essa a melhor pergunta.

No meu caso, comecei a entender melhor o que eu queria quando passei a perceber quais partes do trabalho continuavam fazendo sentido para mim, mesmo quando as minhas funções mudavam.

E fui percebendo que muitas delas estavam em coisas que nem sempre aparecem tanto.

Desenvolver pessoas.
Organizar processos.
Pensar melhorias.
Acompanhar decisões.
Entender o que não estava funcionando e buscar formas melhores de fazer.

Talvez encontrar um caminho também tenha um pouco disso: entender o tipo de trabalho que você quer ajudar a construir.

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Instagram trajetória · carreira

Os lugares que ocupei mudaram. Aquilo que eu buscava construir, não.

Foi só quando comecei a pensar com mais calma sobre o que eu queria daqui pra frente que passei a olhar para a minha trajetória de um jeito diferente.

Durante muito tempo, cada mudança de função parecia me levar para um lugar novo.

Atendimento, supervisão, desenvolvimento de profissionais, liderança, gestão, construção de serviços.

E talvez por estar tão envolvida em cada etapa, eu nunca tivesse parado para perceber o quanto todas elas estavam relacionadas.

Hoje vejo que não eram caminhos tão diferentes.

Ao longo de mais de 13 anos, fui ampliando meu olhar sobre o trabalho — saindo daquilo que acontecia diretamente na prática para também olhar para as pessoas, para os processos, para as decisões e para tudo que precisava existir para que um bom trabalho pudesse acontecer.

No fundo, a busca sempre foi muito parecida: entender como fazer melhor, desenvolver pessoas e criar condições para que o trabalho aconteça com mais clareza e qualidade.

Acho que perceber isso também me ajudou a entender melhor o que quero construir daqui pra frente.

Os lugares que ocupei mudaram. Aquilo que eu buscava construir, não.

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LinkedIn · trecho supervisão · autonomia

Sair de férias como supervisor

Compartilhei recentemente uma reflexão no Instagram sobre algo que muitos supervisores vivem, mas pouco falam.

Sair de férias como supervisor raramente é só uma questão de organização.

Na maior parte das vezes, o maior desafio está nas decisões envolvidas: o que pode ficar para depois, o que não precisa estar sob controle, e o que seguirá acontecendo sem a sua intervenção direta.

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Instagram apresentação · carreira

Prazer, eu sou Karina

Prazer, eu sou Karina.

Psicóloga, especialista em ABA, com mais de 12 anos de experiência na área —
ao longo da minha trajetória, percebi a importância de ajudar profissionais a crescerem com mais clareza, estratégia e qualidade na prática.

Também aprendi que não basta ser bom tecnicamente:
crescer na carreira exige raciocínio clínico, tomada de decisão assertiva, organização e direção.

Aqui, você vai encontrar reflexões sobre prática profissional, supervisão, gestão, carreira e desenvolvimento — sempre com um olhar técnico, realista e possível para a vida de quem está no dia a dia da clínica.

Se você sente que faz muito, mas ainda sem a direção que gostaria, esse espaço é pra você.

Sejam bem vindos.

Nas imagens da publicação

O que me trouxe até aqui

Já atuei como terapeuta, supervisora e gerente sempre com foco em qualidade técnica, cuidado com as famílias e equipe.

Amo pensar em soluções e melhorias e isso me levou naturalmente à gestão.

Mas a verdade é que nem sempre foi fácil. Precisei aprender a pensar “fora da caixa”, tomar decisões importantes, me organizar e assumir diferentes posições para crescer.

Hoje, meu propósito é ajudar profissionais ABA a crescerem na carreira com segurança, clareza e direção.

O que sustenta minha atuação

Formada em Psicologia pela PUC-Campinas. Especialista em ABA - Análise do Comportamento Aplicada.

Atuando há mais de 12 anos na área. Apaixonada por intervenção precoce e, especialmente, por grupos de habilidades sociais - que têm meu coração.

Meu interesse por estratégias naturalísticas me levou a estudar, e me apaixonar, pelo PRT - Pivotal Response Treatment.

Meu propósito

O que guia meu trabalho é ver profissionais ABA avançando com confiança.

Acredito em carreiras construídas com propósito e direção.

Se isso faz sentido para você, estou aqui para apoiar sua jornada.

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