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Karina Frizzi Psicóloga · ABA

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Gráfico de linha com mudança de fase

Monte gráficos de sujeito único no padrão da análise do comportamento — A-B, reversão ou linha de base múltipla — e exporte em PNG para o relatório ou em SVG para editar.

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Começar de um exemplo

Uma linha por sessão: Sessão; Valor; Fase. Para linha de base múltipla, comece pela camada: Camada; Sessão; Valor; Fase. Pode colar da planilha.

O gráfico aparece aqui.

Figura.

Checklist de um bom gráfico de sujeito único

O gráfico de linha é o principal instrumento de decisão em ABA — e erros de construção aparecem até em gráficos publicados em periódicos da área, como mostrou uma revisão crítica dedicada ao tema (Kubina et al., 2017). Nas planilhas do dia a dia, mais ainda. Antes de levar um gráfico para a supervisão, confira:

  1. Eixo vertical com a medida e a unidade. Porcentagem, contagem ou taxa — e a partir de zero quando a medida é porcentagem ou contagem.
  2. Sessões ou datas no eixo horizontal, em intervalos regulares.
  3. Linha de mudança de fase tracejada entre condições, com o nome de cada fase no topo.
  4. Pontos ligados dentro da fase, nunca através da linha de fase. Ligar fases diferentes sugere uma continuidade que não existe.
  5. Nada que não seja dado: sem grade de fundo, sombra, cor decorativa ou efeito 3D.
  6. Proporção honesta. Um eixo vertical muito achatado esconde mudanças; muito esticado, exagera.
  7. Legenda que se explica sozinha: o que foi medido, com quem e em que condições.

Os mesmos princípios orientam os tutoriais clássicos de construção de gráficos em planilha (Dixon et al., 2009; Cooper et al., 2020).

Como ler: análise visual

Dentro de cada fase, observe o nível (em torno de que valor os dados se concentram), a tendência (direção e inclinação) e a variabilidade. Entre fases, observe a imediaticidade do efeito, a sobreposição de pontos entre condições e a consistência entre fases semelhantes (Ledford & Gast, 2018).

Cuidado com o A-B

Um gráfico A-B mostra que algo mudou, mas não demonstra que a intervenção causou a mudança. Para isso é preciso replicação — por reversão ou por linha de base múltipla (Kazdin, 2011; Horner et al., 2005). Na clínica, o A-B é ótimo para monitorar; só não deve ser vendido como prova.

Quando usar cada formato

Tabela 1. Delineamentos que a ferramenta desenha e quando cada um faz sentido.
FormatoQuando usarCuidado
A-BAcompanhar um caso na rotina clínica e decidir se mantém ou ajusta.Não demonstra relação funcional.
Reversão (A-B-A-B)Quando retirar a intervenção por um período é ético e o comportamento tende a voltar ao nível anterior.Inadequado para comportamentos perigosos ou habilidades que não “desaprendem”.
Linha de base múltiplaQuando não se deve retirar a intervenção: introduza-a em momentos diferentes entre comportamentos, contextos ou pessoas.As camadas precisam ser independentes entre si.

Formato dos dados

Uma linha por sessão, com colunas separadas por ponto e vírgula, tabulação ou barra vertical — o que significa que dá para colar direto de uma planilha. Com três colunas, a ferramenta lê Sessão; Valor; Fase. Com quatro, lê Camada; Sessão; Valor; Fase e empilha as camadas, ligando as mudanças de fase em escada. A primeira linha pode ser de títulos. Um valor em branco representa sessão sem dado, e a linha é interrompida nesse ponto.

Referências

  1. Cooper, J. O., Heron, T. E., & Heward, W. L. (2020). Applied behavior analysis (3rd ed.). Pearson.
  2. Dixon, M. R., Jackson, J. W., Small, S. L., Horner-King, M. J., Lik, N. M. K., Garcia, Y., & Rosales, R. (2009). Creating single-subject design graphs in Microsoft Excel™ 2007. Journal of Applied Behavior Analysis, 42(2), 277–293. https://doi.org/10.1901/jaba.2009.42-277
  3. Horner, R. H., Carr, E. G., Halle, J., McGee, G., Odom, S., & Wolery, M. (2005). The use of single-subject research to identify evidence-based practice in special education. Exceptional Children, 71(2), 165–179. https://doi.org/10.1177/001440290507100203
  4. Kazdin, A. E. (2011). Single-case research designs: Methods for clinical and applied settings (2nd ed.). Oxford University Press.
  5. Kubina, R. M., Jr., Kostewicz, D. E., Brennan, K. M., & King, S. A. (2017). A critical review of line graphs in behavior analytic journals. Educational Psychology Review, 29(3), 583–598. https://doi.org/10.1007/s10648-015-9339-x
  6. Ledford, J. R., & Gast, D. L. (Eds.) (2018). Single case research methodology: Applications in special education and behavioral sciences (3rd ed.). Routledge.