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Ferramenta gratuitaChecklist de integridade de implementação
Meça se a intervenção está acontecendo como foi planejada — passo a passo, observação a observação — e descubra exatamente o que retreinar.
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Por que medir integridade
Integridade de implementação é o grau em que a intervenção acontece como foi planejada. Sem essa medida, não dá para saber se um programa que não avança falhou por causa do procedimento ou por causa da forma como foi aplicado (Gresham et al., 1993). Estudos translacionais mostram que falhas de integridade reduzem o efeito de procedimentos que funcionariam bem (St. Peter Pipkin et al., 2010; Fryling et al., 2012) — por isso monitorar a aplicação é parte da supervisão, não um extra (Vollmer et al., 2008).
Como usar na supervisão
- Descreva o procedimento em passos observáveis. Parta de um modelo e ajuste ao programa real — cada linha é um passo.
- Observe sessões reais. Ao vivo ou por vídeo; gravação só com consentimento prévio, livre e informado e com sigilo garantido (CFP, 2025).
- Marque cada passo em cada observação. Passos que não tiveram oportunidade de acontecer ficam como “não se aplica” e saem da conta.
- Dê retorno logo depois. Comece pelo que foi feito corretamente e treine os passos abaixo da meta com instrução, modelação, ensaio e feedback (Parsons et al., 2012).
- Repita a medida. Uma queda que se repete diz mais do que um número isolado.
Qual deve ser a meta
Não existe um ponto de corte universal. Defina uma meta para o serviço, registre-a no plano de supervisão e acompanhe a tendência de cada profissional e de cada passo. A ferramenta começa com 80%, mas o valor é seu para ajustar.
Integridade diz se a intervenção foi aplicada como planejada; a concordância entre observadores diz se o registro dos dados é consistente. Um serviço confiável acompanha as duas — veja a calculadora de IOA.
Referências
- Conselho Federal de Psicologia. (2025). Nota técnica nº 23/2025: Orientações às psicólogas e psicólogos acerca das intervenções comportamentais baseadas na Análise do Comportamento Aplicada no contexto do Transtorno do Espectro Autista. https://site.cfp.org.br/wp-content/uploads/2025/07/nota_tecnica_TEA_WEB.pdf
- Fryling, M. J., Wallace, M. D., & Yassine, J. N. (2012). Impact of treatment integrity on intervention effectiveness. Journal of Applied Behavior Analysis, 45(2), 449–453. https://doi.org/10.1901/jaba.2012.45-449
- Gresham, F. M., Gansle, K. A., & Noell, G. H. (1993). Treatment integrity in applied behavior analysis with children. Journal of Applied Behavior Analysis, 26(2), 257–263. https://doi.org/10.1901/jaba.1993.26-257
- Parsons, M. B., Rollyson, J. H., & Reid, D. H. (2012). Evidence-based staff training: A guide for practitioners. Behavior Analysis in Practice, 5(2), 2–11. https://doi.org/10.1007/BF03391819
- St. Peter Pipkin, C., Vollmer, T. R., & Sloman, K. N. (2010). Effects of treatment integrity failures during differential reinforcement of alternative behavior: A translational model. Journal of Applied Behavior Analysis, 43(1), 47–70. https://doi.org/10.1901/jaba.2010.43-47
- Vollmer, T. R., Sloman, K. N., & St. Peter Pipkin, C. (2008). Practical implications of data reliability and treatment integrity monitoring. Behavior Analysis in Practice, 1(2), 4–11. https://doi.org/10.1007/BF03391722